Desabamento em Vila Velha: incidente inevitável?

Por Emilio Font Nos primeiros dias de 2016 a população foi surpreendida pelo desabamento de uma rocha no morro da Boa Vista em Vila Velha (ES). Passado o susto inicial e a comoção com os feridos, famílias atingidas e outras ameaçadas por novos desabamentos veio a pergunta: era uma tragédia evitável ou algo natural, inevitável? Segundo alguns técnicos e especialistas o deslizamento ocorreu por meteorização, um processo natural de desintegração das rochas. Imediatamente, com base nesse parecer técnico, o poder público passou a tratar o incidente como um evento natural e inevitável buscando eximir-se de maiores responsabilidades. Mas as coisas não são bem assim. É verdade que o desabamento da rocha ocorreu por “causas naturais”, porém não é correto afirmar que o efeito desse desabamento sobre as pessoas também é algo “natural”. Vale lembrar ainda que em 2012 o Serviço Geológico do Brasil já alertava sobre os altos riscos no morro Boa Vista. Para entender os motivos pelos quais a existência de feridos e os danos materiais são sim responsabilidade do poder público e não obra da natureza ou do acaso vamos resgatar dois temas fundamentais na gestão das cidades: o planejamento urbano e a adoção de políticas públicas preventivas.

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Eleitos delegados para o Colegiado Setorial de Arquitetura e Urbanismo do CNPC

[caption id="attachment_76" align="alignleft" width="300"]Colegiado de Arquitetura e Urbanismo do CNPC Colegiado de Arquitetura e Urbanismo do CNPC, entre eles um dos profissionais da Font projetos, Arquiteto e Urbanista Emilio Font.[/caption]

Durante o Fórum Nacional Setorial de Áreas Técnicas, ocorrido em Brasília, de 17 a 20 de novembro, foram eleitos os representantes da sociedade civil para o biênio 2015/2017 do Colegiado Setorial de Arquitetura e Urbanismo. As reuniões tiveram a coordenação do Arq. Luiz Philippe Torelly, Diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O Colegiado, órgão integrante do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) do MinC, é composto por 15 membros titulares da sociedade civil, e seus suplentes, e 5 representantes do poder público indicados pelo Ministério da Cultura.

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